terça-feira, 2 de outubro de 2012

Nota introdutória

               Primeira nota aos bem dispostos que decidirem se aventurar por esses textos quase inúteis

                Começo esse projeto de nada, essa tentativa da exposição de um pedaço interno meu, com algumas breves advertências.
                É muito provável, até por ser algo natural, o julgamento, através dos textos, da que vos fala: creio que seja um equívoco dos que o fazem, não só por considerar o julgamento uma imprudência visto que nenhum homem é digno de julgar outro enquanto não se encontra nas mesmas circunstâncias deste (como próprio homem, excluo daqui autoridades que zelam pelo excelente convívio harmônico desta nossa ilustre sociedade), mas pelo simples fato de que não vem exatamente de mim, Luiza Carvalho, esses textos aqui presentes, mas de facetas minhas, eu-líricos meus que são muitas vezes espontâneos, instantâneos, momentâneos.
                 É inegável que haja uma identificação entre a minha pessoa e eles, ora essa, eles surgiram de mim! Eu os criei. Mas por serem frutos de sentimentos pulsantes, que outrora entalaram minha garganta e imploraram-me que os transformasse seja em prosa, poesia, ideias, são muitas vezes exagerados, dramáticos, raivosos, talvez sutis demais, meigos, apaixonados, apaixonados! São febris de paixão esses sentimentos geralmente efêmeros, filhos de crises existenciais e dúvidas que permanecem, e muito provavelmente permanecerão. Eu deixo que se manifestem, dou-lhes a voz, mas não significa que eu mesma os creia ou creia que tenha neles algum sentido. Eu apenas dou liberdade às minhas sensações, para que alguma razão que haja em mim disseque-as e tente tirar disso reflexões, epifanias, novos sentimentos, e assim novas sensações. E permaneço meio assim. (Assim como mesmo?)
             Explico ainda meu pequeno título: Na verdade não há o que se explicar. Esses últimos meses vem me provando que quanto mais consciência, mais dor. Orgulhemo-nos de sermos ingênuos; agradeço minha ingenuidade e lamento (lamento?) minha insignificância perante a... A isso tudo.
              Felizes daqueles que não entendem nada. Feliz de mim, mesmo sem entender que ainda o sou... Afinal, tudo é questão de referencial.

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