IV
Não seria assim tão mal
ser matemática e pensar como tal
Pensar em mim mesma, então
como uma previsível equação
Tudo exato e metódico
Buscando apenas a solução
Poderia não saber o caminho
mas saberia que ele existe
E só por ter um ideal, e seguí-lo
Não me poria assim,tão triste
III
Tua idealização é castelo de areia
desmoronará com ondas da verdade
Do impiedoso mar que é o tempo
que de consolo só deixa saudade
Cada grão que monta o belo castelo
nesta instável e frágil construção
gosta de ir sempre dançando
é volátil toda ilusão
II
Deduzi então que desistiu de mim
das minhas dunas de frívola afeição
do meu deserto tão caloroso e quieto
do meu sorriso seco perdido no sertão
Sabes que lhe convém voar pra cá
Fazer-se água e aparecer como miragem
mas em vez queres ser japim para voar
e saciar minha sede já não tens vontade
I
São teus beijos que inflam meu ego
e iludo-te dando esperança
Fingimos tão bem sermos cegos
sorrindo e prosseguindo a dança
Paciência é teu nome do meio
motivado por lábios e mãos
Luxuriosa esperança tão tola
Fantasias que vem em vão
Gostaria que fosses poeta
apaixonasse mesmo sem amor
pois amar apenas os meus beijos
faz de ti meu amor sem valor
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