O pássaro branco do acaso
puxou o laço de fita cor-de-rosa que prendia o meu cabelo
Não percebi
Quando me vi já estava descabelada
Já não havia mais ordem, doçura ou candura em meu rosto
Eu cresci
O rubor infantil e os olhares ao léu transformaram-se nas
[lamentações de viver
e na alegria em estar vivo
Tudo isso graças a um maldito pássaro...
Eu o agradeço!
A benção da desordem me levou a mim mesma
Me trouxe a vida
Me trouxe à vida
A travessura do pássaro me fez sentir meus cabelos
(Quem sabe não fui eu que havia o chamado?)
Se não fosse o bendito pássaro,
nunca saberia como também sou bela de cabelos soltos
Apesar da inocência ser nostálgica...
Uma vez sem o laço,
nunca mais prenderás o cabelo!
A ingenuidade é um rabo de cavalo.
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