segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Prelúdio do breve beijo de adeus

              Inútil buscar teus beijos vãos, se os olhares já evitas... Que temes? O compromisso, a responsabilidade? Não hei de negar, mesmo que conheças meu discurso de aspirante à andarilha ingênua e pouco vivida, no momento ébrio e efêmero de tuas idéias brilhantemente revoltosas, sou tua.
              Inadmissível ao meu peito é a recusa do desejo; a indiferença aparentemente simpática à redenção dos meus pulsos tão delicada. Temo, é verdade, a antecipação e o sentimento pateticamente impulsivo próprios de mim! Mas qual o impulso da paixão senão a esquizofrênica vontade que insiste na própria deleitosa realidade, ignorando quaisquer contextos? Mal te conheço, tanto admiro... Haveria uma negligência meio estúpida e ingênua tua por serem tão recorrentes relações como as minhas (e por isso me evitas)? Seriam elas as verdadeiras artistas na arte de esculpir tão leve e receptiva idealização desnecessária?
              Aceita meu amor que é fluido e leve, mesmo intenso. Prometo-te amor de marinheiro: instável e preciso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário