uma maldita poesia da término
Me pergunto para onde o meu amor possa ter ido
Se em todo esse tempo eu cria que andara contigo e você disse que o vira fugir
Correndo para o ponto mais distante
Até que sua imagem sumisse
E sua matéria se dissipasse
Me pergunto como pode ter escapado
E você deixado de o sentir
Se eu estive tão perto de você esse tempo todo
Os olhos fixos no seu
O contato da pele constante
Pergunto-me se não evaporou através de um suspiro
Enquanto, deitada no seu peito, acariciava o seu cabelo
Ou se fugiu por uma lágrima minha
Uma lágrima - pasme - de bocejo
Por acordar tão lenta e macia
Das tantas manhãs divididas
Em que você não sentia -
Como foi que você disse? -
Nada do meu amor
Porque ele havia, julgo eu, agora,
Escapado
Por um estúpido descuido meu.
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